Centrais repudiam agressão de Paulo Guedes ao movimento sindical

agosto 19 2019

As Centrais Sindicais repudiaram, em Nota divulgada na noite de terça (13), a afirmação caluniosa de Paulo Guedes de que o movimento sindical foi parceiro da ditadura militar. De acordo com as entidades, Guedes não tem moral para falar do sindicalismo brasileiro. As declarações ministro da Economia foram feitas durante um seminário promovido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Agência Sindical ouviu três dirigentes das Centrais.

UGT – Segundo Ricardo Patah, presidente da UGT, quem esteve ao lado da ditadura foi o ministro. “Quero lembrar que Paulo Guedes serviu a ditadura de Pinochet no Chile. O movimento sindical sempre lutou contra o regime. Sofremos muito com intervenções e violências de todo o tipo. O Guedes é produto de uma ditadura e conhece bem”, diz Patah.

NCST – José Calixto Ramos, presidente da Nova Central e da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), diz que Guedes deve ter faltado às aulas de história. Por isso, é inadmissível uma inversão dos fatos de um período de massacre. “Companheiros foram presos, torturados e mortos. Outros exilados. Sindicatos foram invadidos. O sindicalismo sempre trabalhou pela volta do regime democrático. O ministro esqueceu que o movimento sindical trabalhou muito forte no Diretas Já”, destaca Calixto.

Força Sindical – Miguel Torres classificou a fala de Guedes como totalmente sem cabimento. “Uma pessoa que esteve ao lado da ditadura de Pinochet no Chile e participou da destruição das aposentadorias naquele país não tem moral para falar um absurdo desses. Nossa história sempre foi de luta pela redemocratização do Brasil e contra o regime militar”, ressalta.

A Nota diz: “Ao contrário do que afirmou Guedes, o movimento sindical não apenas não se aliou ao regime como lutou bravamente pela redemocratização e pela Constituinte”. Os dirigentes acusam o ministro de estar levando o Brasil ao abismo.
Assinam a Nota: Vagner Freitas – (CUT), Miguel Torres – (FORÇA SINDICAL), Ricardo Patah – (UGT), Adilson Araújo – (CTB), José Calixto Ramos – (NOVA CENTRAL), Antônio Neto – (CSB), Atnágoras Teixeira Lopes – (CSP-CONLUTAS).